quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Crua e singela Cláudia Meneghetti

Iniciava setembro, e fomos presenteado com dois espetáculo de Porto Alegre: Filhote de Cruz Credo e 10(quase) amores ambos com direção de Bob Bahlis. Após o espetáculo Dez(quase) amores, tive contato com o elenco e conheci Cláudia Meneghetti, uma figura fantástica. E o momento foi retratado neste texto.


Acendeu um cigarro.
Repousava seus doces olhos no breu de um devaneio.
Seus cabelos de carmim, mostrava o celeiro de personagens que nela passeavam,
Ela não se importava com isso. Aliás, se encomodava com nada.
Tragou coragem e deixou o cansaço sair suavemente de suas narinas.
Escapoliu poesia no olhar.
Pediu-me uma cerveja.
O líquido dourado escorregou pelo copo, formando uma fina lâmina de neve.
Bebemos, mas nos faltava ar.
Eis a expressão:'vou te contar' e
Num sobressalto meu coração completou: 'os olhos já não podem ver'.
Dentro deste verso morava uma felicidade intangível;
Tocados entoamos bossas, louvamos Dionísio com os sambas mais mundanos.
Lembramos da arte falada, exaltamos o teatro
Arte transbordando o cálice
Em ritmo de bolero nossos causos dançavam nas ruas, encruzilhadas.
Estávamos ali, eu e a diva do teatro imergidos no mar da arte.

2 comentários:

Jieli disse...

Bem escrito, gostei!

Apareceu meu comentário..haha

eu.filipi disse...

Muito bom esse poema! Eu tive o prazer de estar nesse dia, em que houveram algumas cenas que inspiraram a poesia. Também tive a chance de ler a poesia escrita com papel e caneta, e pasmem: soa diferente!