sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

short message service


(In)felizmente não sabes o que tu queres
Para tudo tem seu lado positivo e negativo
Conheço suas crenças
Mas não sei o que tu desejas
(acredito que nem tu saiba)
Entrego os pontos
Não sou de ficar a esperar
Vendo a banda passar cantando
Coisas de amor
Qualquer ajuda e que estiver
Em meus domínios
Estou a disposição
Agora meus sentimentos não estão
À varejo
Boa noite linda.


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Corpo a Corpo

Corpo a Corpo

Corpos no chão
Agonizando desejo
Corpos pedindo
Partido em leitos
Suplicando piedade
Pedem fria beleza
Corpos esboçam danças
Pedem tormento na alma
Bailam eufóricos
Corpos traçados ao meio
Imploram à genética
Perfeição
Artelhos beliscam
Cadáver jazido
Franco carente
Corpos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

novos-sóis para novos sambas

Dei um tempo para o Samba Torto respirar novas inspirações, caminhos e sensações.
 Bem sabem que o ano encaminha-se para o final e quantas coisas aconteceram em 2011.
Quantas pessoas, sabores e canções fizemos em esquinas. Tantos choros olhando para lua. Canalizei então as melhores energias com o cata-vento poético, para uma nova safra textual e artística.
Para você bamba, frequentador do botequim, sente-se que aí vem mais uma história de guardanapo:



Fração

Num instantes. 
Quase nada 
Foi num sorriso, num preciso amor. 
Quase nada. 


Respirou fundo. Num gesto justo fitou, vetou, velou Levou-me longe.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O catador de conchas






O catator de conchas
Possui um oceano
Em sua aresta
Carrega há anos
Afetos que não escapuliram pela fresta
Devoto leva sua cesta
É um conhecedor do amor
De suas bestas
A cada concha
Um pedacinho de Deus
Ressoa a música amar

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Poeta Vadio

O frio climático e interpessoal fazem-me calientar na poesia. Ando cantolando versos, brincando em refrões, aquelas coisas que poeta vadio gosta de fazer. 
Este poema, por exemplo, nasceu d'uma discussão com meu amigo poeta Fernando e com amigo-músico-poeta-repentista Luiz Fernando Buba. O último citado, passou um site curioso, tal de 'poeta vadio' http://www.poetavadio.com/ que é um dicionário de rimas. De primeiro, fui contra, os vocábulos e as linhas de poesia o escritor sempre tem que levar ao punho, mas depois percebi que a rima é importante para dar musicalidade ao texto, harmonia e leveza.
 Foi então que nasceu o poema. 


Sou apenas um poeta
(Vadio)
Que jogo as palavras
No jogo de improvisar
E de tanto dizer que te amo
E de tanto sofrer em te amar
Minto que que sinto
E brinco de amar,
Num frio de sorrir
No calor de louvar
Sou o poeta vadio
Que mando as cartas
(de azar)
Escritor cigano
Que escuto o amor gritando
Poeta vadio
Que num beijo
Prova como é bom amar à meretriz
Com sussurros e poemas de arrepio
Este poema bebe e diz
Poeta vadio
Sambe toró em chafariz
Repita a fio
E seja este Poeta vadio.

domingo, 7 de agosto de 2011

Divida externa


Parem com o consumo!
não se esgotem!
não comam!
não bebam!
não amem!
não consumam!
não fumem!
não escutem!
minha gente, não transem
Não olhem a televisão
Não vivam,
Não enxerguem em vocês monstros
Com dentes grandes e afiados,
Loucos por vísceras e coca-cola.
Não passe a língua nos dedos sujos
Nem espere a migalhas do amor alheio
Embebeda-se com o sumo forte
Sangue fino de suas veias.
Juros inflacionará os corações solitários,
Fará nosso dinheiro suado valer menos
Não teremos mais para limpar nossas bundas
Encher nossos nariz de sonhos
Saciar nossa falta de si mesmos
Prometam ao bispo,
A puta da esquina, que não terão nosso dízimo
Diga ao governo que o produto interno bruto será fumado
E nossos pulmões serão apenas árvores velhas e sem raízes.
Não consumam.

sábado, 30 de julho de 2011

Baião de mim e de dois

Num vão de tempo me fui
Trem cantarolando canções pro futuro
debruçado no sol olhar
Sorrindo  tanta paisagem
Mesmo que o vulcão tornar acordar
E minha boca torna-se só amargura
Dei-me a mão
Imergindo corpo na figura
Solidão
Nosso amor composto em tamborim
bom baião de mim.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Presente dum poeta

Prum poema se fez um poeta 
De trato fino, pena em riste
A cena consequente do nanquim 
As palavras diziam: sim... 
Os olhos lutando em um “não” 
Prum poema fez-se três versos 
O primeiro incerto 
O segundo seguro 
O terceiro: adeus velho mundo... 
E do poema se fez teatro 
De ato em ato um sorriso 
Um falecido e um abraço 
Prum poema fez-se palhaço 
Que riu do autor 
E releu o autor 
E desse autuado escritor
Fez-se um poema abstrato


Fernando L.S. Martins

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pra Bê

Não coma seus versos
Expire-os por aí
Como a flor que exala aroma ao ser pisada
Fira-os com seu roçar de palavras

terça-feira, 28 de junho de 2011

Fest Torres da Canção

 Vagabundo nato das estrelas, na beira mar admirando e esperando a lua mostrar seu rosto quando encontrei Guilherme Costa (outro vagabundo nato).
Conversa rápida, me disse que tinha inscrito uma música no festival de música organizado pela Rádio Cultural em Torres.
Passou uns dias e na última sexta-feira (24/06)  quase-sábado recebo um convite inusitado: participar como interprete da música no 5° Fest da Canção de Torres, e é claro, aceitei.
Tínhamos menos de 24 horas, eu não sabia a letra, já estava embriagado da canção vadia. mas conhecia o anseio do compositor.
Juntamos a trupe e fomos para o primeiro dia do festival competindo com mais 15 canções de muita qualidade e ficamos entre as 10 canções, para o segundo dia.
No segundo dia tivemos uma ajuda, rearranjamos as vozes, violões sob a direção de Luiz Fernando Buba Laux e conseguimos a quinta colocação.
de Esquerda para Direita: Luiz Fernando Buba Laux, Luis Gustavo, Roseli Ferrari(organizadora), Guilherme Costa, Saskia Peter, Pablo Hermano e Maximiliano de Oliveira (jurado).



Muito Samba&Amor.

domingo, 19 de junho de 2011

Estorvo

'Estorvo'...Somente isto que dizia na capa do livro que achei entre inúmeras coisas que estavam mergulhado no mar do esquecimento na garagem de minha avó.
Abri afoito o livro, me sentia tal o título, seria uma manual de sobrevivência?
E lá estava ele na primeira página: Chico Buarque. Foi assim que fomos apresentados. Não existiria momento melhor.
O Bob Dylan brasileiro, para os mais estadounidenses, ou Che Guevara brasileiro para os mais comunistas. Não importa, Chico Buarque escreveu/musicou e teatrou boa parte da nossa história.





'Mendigo, malandro, muleque, mulambo bem ou mal
Escravo fugido, um louco varrido
Poeta, palhaço, pirata, corisco, errante judeu'


Chico da construção
Chico do samba torto
Chico da Ópera
Chico dos mil perdões
Chico das mulheres de atenas
Chico das atrizes
Chico dos amores
Chico do Brasil

sábado, 4 de junho de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Parênteses

Abra parênteses e pensas como a vida é cheia de encontros, agora pode fechar parênteses. 
Fotografo por hobby algum tempo e conversando com amigo-poeta Fernando Lucas, fiz permanente uma participação no seu BLOG, mostrando a óptica poética. Sendo assim, deliciei-me de um poema de Fernando e tive uma visão, uma reação ilusionista de 2008, na frente de seu apartamento. Abaixo Poema e Foto do passado-presente e futura visão.




Odioso poema de amor
Fernando L.S. Martins

Eu amei somente uma vez
Quando não existia ontem
E o amanhã era um número nulo
Amei quando chovia nossos corpos
E todo o mundo era lágrima
Da alegria a tristeza
Nosso abraço de outono
Que não pulou estações
Não planejou reencontro
Nosso carpem diem
E minha vida foi um sorriso teu
Tão somente meu
Que não importava o vento cálido
A nuvem escura
Era um afago no peito
Tao feito de alma
Suavemente perfeito
Eram dois corpos num
Laço de braços
Eu amei somente uma vez
E quando a noite apareceu
Cobrindo o céu escuro
Fez tremer meu medo
Já não era mais hoje
E tão pouco se podia o ontem
O amanhã era agora
E o que outrora sentia
Fez fino a ponta do tinteiro
Tão certo do erro
Certo de que foi-se o amor verdadeiro

domingo, 22 de maio de 2011

Poemetos #2

 Mais um poemeto da incrível Twitterland.

'tua boca floresce em meu pescoço
cria raízes em minha nuca
dá frutos em mim'

 via @lgmoulin 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Poemetos #1

Olá frequentadores do botequim literário Samba Torto!
Iniciaremos neste mês de Maio uma série poemetos do Twitter.
De começo, posto uma foto registrada há uma semana atrás, num pôr de sol envolvente no mampituba, Torres/RS.
Boa batucada!
  



    










 
'Negue sua fé
Fuja de seu credo 
Pegue o primeiro trem devaneio'


sábado, 23 de abril de 2011

passos sinceros


'Mude mas inicie devagar, a direção é mais importante que a velocidade.'
Uma frase de senso comum e não de anonimato, quem nunca foi alertado, ou recebeu um conselho com essas palavras? Pois bem, a páscoa tem este ar, de renovação, nesta data se comemora a ressurreição de Jesus, em que Ele, milagrosamente remotou a vida carnal. 
A renovação é fisiológica. Exemplo disto é os tecidos epiteliais que se renovam a cada instante.
A vida pede novos pensamentos, 
uma roupagem nova,
 uma nova alternativa, 
um novo amor, 
uma nova cor,
novo sabor
caminho novo...
Mas que trilhe com passos sinceros.
Aproveite, pegue a bicicleta e pedale no seu globo.
Pax&Lux.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sambaberto para poeta Diego

Recebi um e-mail de um amigo, indignado com sua atual situação, pedindo que repasse sua crônica. Sensibilizei por passar pela mesma situação do meu amigo Diego Alemão. Por isso, abro a roda fazendo baticum e deixo-o fazer seu samba solto:

TORRES: PALCO DE UMA TRAGÉDIA SOCIAL 
Torres é conhecida por ser “a mais bela praia gaúcha”, devido ao imenso conjunto de belezas naturais que possui – rio, mar, duna, lagoa, morro – e, também, devido às maravilhosas casas que margeiam sua orla, fazendo de Torres a “Bervely Hills dos pobres”.Dos pobres!, pois, aqui, a maioria da população é de baixa renda, os ricos, donos das mansões, são juízes, jogadores de futebol e empresários bem sucedidos que moram na capital do estado ou no centro do país, não são torrenses legítimos, são turistas que vem pra cá passar um final de semana – no inverno o bairro dos magnatas mais parece um deserto, por onde só circulam gatos e cachorros perdidos.  No verão, em contrapartida, a população chega a triplicar, passando dos 35 mil habituais para mais de 100 mil habitantes, ou turistas. Então, como era de se esperar, a oferta de emprego cresce desproporcionalmente, superando a demanda por vagas. É possível escolher onde trabalhar; já fui garçon, atendente comercial e vigilante, no próximo verão pretendo trabalhar como  padeiro, só para aprender a fazer bolos... É uma pena que esta situação de pleno-emprego se sustente por tão pouco tempo, se invertendo no inverno. Durante os três meses do verão – dezembro, janeiro e fevereiro – o setor privado emprega toda a mão-de-obra disponível, já nos outros nove meses do ano a taxa de investimento se reduz drasticamente, tanto que cada vaga é disputada por pelo menos oito candidatos, sendo que o salário oferecido é o mínimo. Assim, desenvolveu-se em Torres a chamada “cultura do urso”, que diz “absorva no verão a gordura que irá lhe aquecer no inverno”.A prefeitura de Torres seria um dos orgãos capazes de reverter a imensa tragédia social, consequência do desemprego, experimentada anualmente pela belíssima praia gaúcha. Mas, de que modo isto seria possível, se, depois de dez anos, o prefeito abre um concurso público oferecendo apenas 80 vagas? Seriam 80 vagas sufientes para absorver dez anos? Obviamente que não. Para absorver os profissionais que se formam semestralmente seriam necessárias 80 vagas por ano. Neste caso, supondo que Torres fosse uma criança de dez anos de idade, faltariam 720 vagas. Os políticos da cidade argumentariam que nenhuma prefeitura do Brasil seria capaz disto. Eu responderia que nenhuma prefeitura do Brasil seria capaz de levar tanto tempo para organizar um concurso...De qualquer maneira o que mais indiguina não são as 80 vagas, mas a forma como elas estão distribuídas. Não há vagas para vigilante, não há vagas para serviços gerais, não há vagas para motorista, não há vagas para servente... será que a prefeitura não precisa destes profissionais? Para os professores do ensino fundamental, mais especificamente, de História, Ciências, Geografia e Português são ofertadas apenas quatro vagas, uma para cada área. Em compensação, há 60 vagas para professores de educação infantil. Mas, quem cursa a pré-escola não estará, em poucos anos, cursando o ensino básico e, logo em seguida, o médio? Quer dizer, parece não existir um critério na forma de distribuição das vagas. Isto é um indício de fraude... A título de comparação, quando o marido passa a levar o celular para o banheiro, isto significa, na maioria das vezes, que ele não deseja que a sua esposa atenda-o.E não para aí. Também não há vagas para médico dentista, e nem para advogados, sendo que em Torres há uma universidade que forma a cada seis meses mais de uma dezena destes profissionais. Isto é, não existe relação entre políticas públicas, mercado de trabalho e instituições de ensino. Deste modo, a mais bela praia gaúcha vai se tornando um faroeste, onde a expressão “salve-se quem puder” soa forte como um eco.Sem emprego, as pessoas tornam-se marginais. O estudo, em Torres, não é suficiente nem para pagar o aluguel. Neste caso, se o indivíduo não possue uma família que o ampare financeiramente, ele se vê diante de três alternativas: ou se torna usuário de crack, matando assim a humilhação sofrida pelo desemprego; ou se torna crente, e passa a vender doces no comércio; ou vai embora daqui. Muitos dos meus amigos foram embora daqui, para cidades como Criciúma, Caxias do Sul e Porto Alegre, onde, bem ou mal, ainda se consegue um estágio.Estaria Torres condenada ao abandono político?
Diego Araújo da Rosa Pereira.

sábado, 26 de março de 2011

Azul

Escrevi no dia 22 de junho de 2006,estava em Sorocaba. Tinha um ponto de inspiração. Mas este se transformava em vários pontos, linha e engenho. E lá se ia mais uma inspiração. Cada vez que encontro um olhar colorido lembro deste texto ultra romântico. Início do meu poetar.

Azuis entorpecentes

azul coloração primitiva intermediária entre o verde e o violeta,
Conceito bucólico para quem não teve o privilégio de enxergar os azuis...entorpecentes, envolventes
Azulejam todo mal do dia
Ilumiam rumos e caminhos sem fim,
Olhar para eles é ver um mar tranquilo e
sentir imergido numa felicidade intangível e infindável
As estrelas que não podem ser tocadas, estãotão perto
nos entorpecentes olhos azuis...
Azuis-celestes,azuis-finos,azuis-pombinos...
todos abrangentes nesse olhar!
Os olhos são espelhos do belo
do formoso que Van Gogh não pôde demonstrar no seu impressionismo
nem Goeth emseus romances...
exprimem o perfeito da natureza e a grandeza de seu Criador
São nesses azuis que vejo o futuro esplêndido, calmo
Nesses azuis que a calmaria da noite vem
A tempestade do mar cessa e o sofrimento tem seu término
Nos teus azuis consigo sentir o surreal abstrato do mundo
Nos azuis revelam como é belo sonhar
mostram que é fácil fluar
e é só vê-los que a esperança volta a surgir no mundo
Bucólico conceito dado para aqueles que ainda não tiveram privilégio de enxergá-los
lindos azuis,rolantes azuis,entorpecentes azuis.

Luís Gustavo de Oliveira

sexta-feira, 25 de março de 2011

Samba de início

Dia 26 de fevereiro iniciamos um caminho tortuoso.
Fizemos samba cambaio e cada paralelepípedo da cidade batucou.
Porém, brevemente tive uma preocupação quanto ao texto de abertura, muita ribalta e pouco tempo para dar atenção devida ao projeto que se encaixa com as precárias necessidades de Torres.De fato, me faltava tempo para redigir algum texto que me convencesse a iniciar a noite tão sonhada: Samba Torto.
Num bate-papo divagador com minha amiga poetisa Victória Borges  http://www.viicborges.blogspot.com/  sem saber minha preocupação se antecipou e me presenteou com uns versos (que também que agraciou com outros versos, que contarei em outra ocasião).

'E então, cansada desses seres cotidianos mergulhados no mar da mesmice, foi ao armário,revirou-o e pegou discos de Chico, Engenheiros e Los Hermanos. Trancou-se no quarto e apertou. A medida que a música fluia, um mundo novo surgia ao seu redor.' 

Deste verso nasceu um samba:

Nadando no mar da mesmice
Mergulhei no armário
Nenhum ser cotidiano disse
Precisamos viver este calvário?
Por lá Engenheiros, Hermanos e Chico
Eles me ensinaram a batucar
Mas outro dia explico
hoje vou cutucar
Sem medida
Pandeiro, verso, poesia
Cotidiano já te fiz despedida
Samba&Amor noite e dia
Exalto alegria
Pode parecer estorvo
Mas meu samba
Meu samba é torto.

Samba&Amor!

terça-feira, 15 de março de 2011

Recreação Sesc

Três meses.
A distância para o fim do mundo ou início dele.
Três meses para mim, foram suficientes para ter grandes emoções.
Pele coração assumidos personificam tamborim, desastroso porém harmonioso e batuqueiro.
Três meses recreando e recriando com crianças, idosos adultos e adolescentes.

Alguns cautelosos, outros desbocados, alguns alegres, outros risonhos. Todos nós juntos tecemos e contribuirmos para construção de uma rede de expressões lúdicas e conhecimento gerando tais raízes, sentimentos gostosos que nos apertam alma, mente e coração.

Erámos amores, dores, alegrias, deboches, éramos sentimento vivo.
Nos doamos, aceitamos doações, multiplicamos conhecimentos imensuráveis, e que perpetue em nossos caminhos tortuosos.
SAMBA&AMOR

terça-feira, 8 de março de 2011

PROTESTO

Venho por deste espaço exibir meu pálio aberto pronunciando minha revolta.
Fui agredido físicamente e moralmente por um funcionário público, assim como eu, servidor do sistema único de saúde e não pude ficar apenas à gauche desta situação.
Sou ativista cultural, ator e poeta local, tenho ciência que é do artista o dever de representar em sua arte as injustiças, evitando monopólios e irresponsabilidade aos direitos humanos. De fato, fui agredido por policiais militares com seus bastões de borrachas influenciado por um indivíduo deliquente(não há outro adjetivo para alguém que no repente agride cidadões) argumentando estorvo em pleno carnaval. Vendo e vivenciando injustiça, questionei a agressão e o mentor sugestionou minha demência. Novamente fui agredido, de forma brutal, estúpida, não sabendo o real motivo( que não existe) para ser violentado.
Fui arrombado moralmente, tendo trabéculas visíveis e irrerversíveis por um motivo que ainda quero tomar conhecimento. Será que seremos abafados, com nossas opiniões afoitas sobre o futuro?
Fiquei com hematomas da brutalidade e imponência de bruta montes que possuiem hipotrofia encefálica.
Não podemos presenciar, sofrer agressões e ficar meramente esperando uma resposta.
Sou colega do indivíduo,  e faço parte da engrenagem e boa vontade, não admito derrespeito e exijo atenção E coleguismo aos artistas locais, que equivalem suas opinões e fazem as cidadões discorrerem.

sábado, 5 de março de 2011

O samba se concretizou nas batucadas e no ritmo da mesa.
Foi lindo, vários artistas locais improvisando, e louvando a arte. Uns tocavam flauta, outros percussionavam em tambores, pandeiros, copos, garrafas, celulares. Havia uma energia e um mesmo propósito que nos prendia e nos libertava: o tal samba torto.








Virão mais sarais, este é o 'tijolinho' para uma grande construção.
Muito Samba&Amor.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Peixe rio a cima.

Coração ora brasa ora pandeiro não aguentou. Desabou corredeira nos olhos.
Foi lindo, todos os abraços, laços, beijos, desejos....
Feito com alma com meus os olhos mar aberto, as marolas rolavam, redemoinhos de sentimentos.
Lá vai mais um peixe subindo leito do rio acima.
A todos que dedicou um minuto, um gesto de carinho, uma pastilha, uma risada gostosa, uma cantarolada no pé do ouvido, aquela gaitada sobre o futebol, a pergunta sobre a idade, as expectativas do futuro, o bolo de chocolate com guaraná de maçã, os cartazes, o choro envergonhado.
 Um dia lindo, belas lágrimas de felicidade.
Obrigado.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

VAMOS FAZER UM SARAU?

Você é no nosso convidado especial para curtir uma noite poética musical e performática, mostrando o trabalho de artistas locais, com muito improviso, batucada de mesa no Pátio das Artes:




COMO CHEGAR: Para chegar no Pátio das Artes você tem que passar pelo Big Jóia e virar a esquerda em direção a nova ponte para o Passo de Torres e na primeira quadra vire para direita em direção ao SESC, passa uma quadra, na segunda quadra avistará uma placa com o nome 'Pátio'.Mais informações no site: http://www.patiodasartes.com.br/



Nós te esperamos.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

'...minha pele para tamborim'

Participei de um show da banda 'Os Fulanos' dos meu amigos Cabelo, Charles e João Petrillo no inverno.  No Pátio das Artes onde fizemos uma algazarra com muita poesia. Negro Gato foi a música, rimos bastante, errei bastante. E por aí foi!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ReCriar

Recrear é reCriar?
Momentos de muita diversão, risos sorropiados do nosso cotidiano cinzento.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sarau Samba Torto

Meu desejo mais íntimo será realizado em breve, no dia 26 de fevereiro.
Sempre fui meio arteiro, metido na música e poesia. Refletindo, conversando, cantarolando sobre este fato decidi juntamente com meu amigo-professor Otávio Duarte fazermos um sarau convidando nossos amigos para fazer aquela grande simbiose poética, partindo do improsivo, batucada de mesa e no violão faremos com toda certeza uma noite maravilhosa.

Vocês são nossos convidados especiais

domingo, 23 de janeiro de 2011

Clube da Poesia

 Fui convidado para participar no Pátio das Artes (lugar de muita batucada e poesia) e posteriormente nos estúdios da Cultural FM, no programa Clube da Poesia, liderado pelo Inaudi Ferrari.
Estávamos em amigos, entre eles estavam Sérgio H. Jacoby http://sergiohjacoby.blogspot.com/ , Zilka Jacques, João Petrillo http://arterando.zip.net/ , Silvério Bittencourt http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=69143 , Rodrigo Joel http://rodrigojoel.blogspot.com/ e maravilhosa dupla Lindsay&Isaac http://www.wix.com/lindsayeisaac/official Xirua http://marilenegarciaxirua.blogspot.com/



Aos poucos fomos perdemos a formalidade e como uma conversa de botequim, foi brotando causos, poemas, músicas e muitas risadas, perdendo completamente a noção que estávamos num estúdio. De fato, isto sim é poesia.


sábado, 22 de janeiro de 2011

Meu samba é torto

Olá seguidores e visitantes,
Com muito prazer anuncio mudanças para 2011.
TorrescomCultura passa a se chamar Samba Torto. Por quê?
Por vários motivos, mas o mais conivente é pelo fato que TorrescomCultura perdeu o foco,tornando-se apenas um blog com perdidos poemas embriagados.
Samba Torto não mudará muito, porém será um pouco mais dinâmico, assumo a autoria e gerenciamento do Blog, que no TorrescomCultura não acontecia.Com isso, acredito que me encontro e me assumo 'um divagador'. Meu samba é torto, sem muita afinação, cantado pela a alma, bem batucado e sincopado.
Portanto, poderá haver repetições de textos com rasuras de guardapanos, contando em que boteco e mesa o fado foi composto. Além de batucar por botequins por aí, opininando e levantando debates, gritarias e celebrações a arte.
Samba Torto chega de mansinho, sem muito alarde, com um samba contido, mas bem ritmado, aberto à discussões de botequim, a brigas de botecos e romances de bar.
Não se esqueça de limpar a boca após deliciar-se com os post e aproveite e rabisque o guardanapo.
Samba e Amor!