sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Bem,
Sementinha de nós
Veio na estrela cadente
numa noite de luar.

Bem,
De cara já fizesse carnaval
da nossa caretice
Coisa de adulto banal

Bem,
Cante o poema da nossa história
que nossos passos errantes
insistem em desatar.

Bem
Sorria largo feito o pai
Sambe feito a mãe


Vem,
Já sabemos o quanto nos faz
Bem.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

cobalto

O mar que trazes nos olhos
detonam em sobressalto
as pedras que tentam esconder
(por medo ou por bobagem?)
segredo da tuas praias.

Se desfaz o recorte
o mapa astral
do samba e do rock
diferença banal.

Vamos escalar o céu da prainha
tatuar vênus em escorpião
descobrir as constelações
nas nuvens de algodão.

a imensidão dos olhos cobalto
é poesia das ondas que arrebentam
o azul do teu mar incauto.







quarta-feira, 27 de julho de 2016

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a mensagem

não adianta roubar 
meus olhos
pegar no meu pau

se teu amor foge
em meu corpo
desalinha tesão.
a minha dor
Já é
avenida

se sambalançou nas pontas
dos pés da mulata
em que teu sorriso
já fez esquina

exatamente ali
minha lágrima de samba
anoiteceu carnaval

a chuva de confete
e o escambau
se desfez nosso laço
nosso mal.



domingo, 10 de julho de 2016

a última é sempre a primeira
estrofe!
Não me venha com verso.

"- Garçom, a saideira!"

os corações redobram carinho
samba de ladeira
na garganta um espinho
Tantos segredos guardam a saideira.

nunca mais!
um poema se faz
pra uma vida inteira
e eu
sigo na paz.

me venha com versos
de coração aberto

"-Garçom, a saideira!"

terça-feira, 5 de julho de 2016

com o tempo a beleza se esvai
ficam apenas seu rastro na pele
o padrão é nódoa,
peça do tempo.

com o tempo a palavra se vai
permanecem alguns verbos
o poema é papel embolorado
peça de prateleira.

com o tempo o amor cai
fica alguns verbos,
poucas palavras e o poema
peça do tempo,
beleza é nódoa
da prateleira embolorada.

domingo, 26 de junho de 2016