Dei um tempo para o Samba Torto respirar novas inspirações, caminhos e sensações.
Bem sabem que o ano encaminha-se para o final e quantas coisas aconteceram em 2011.
Quantas pessoas, sabores e canções fizemos em esquinas. Tantos choros olhando para lua. Canalizei então as melhores energias com o cata-vento poético, para uma nova safra textual e artística.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
O catador de conchas
O catator de conchas
Possui um oceano
Em sua aresta
Carrega há anos
Afetos que não escapuliram pela fresta
Devoto leva sua cesta
É um conhecedor do amor
De suas bestas
A cada concha
Um pedacinho de Deus
Ressoa a música amar
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Poeta Vadio
O frio climático e interpessoal fazem-me calientar na poesia. Ando cantolando versos, brincando em refrões, aquelas coisas que poeta vadio gosta de fazer.
Este poema, por exemplo, nasceu d'uma discussão com meu amigo poeta Fernando e com amigo-músico-poeta-repentista Luiz Fernando Buba. O último citado, passou um site curioso, tal de 'poeta vadio' http://www.poetavadio.com/ que é um dicionário de rimas. De primeiro, fui contra, os vocábulos e as linhas de poesia o escritor sempre tem que levar ao punho, mas depois percebi que a rima é importante para dar musicalidade ao texto, harmonia e leveza.
Foi então que nasceu o poema.
Sou apenas um poeta
(Vadio)
Que jogo as palavras
No jogo de improvisar
E de tanto dizer que te amo
E de tanto sofrer em te amar
Minto que que sinto
E brinco de amar,
Num frio de sorrir
No calor de louvar
Sou o poeta vadio
Que mando as cartas
(de azar)
Escritor cigano
Que escuto o amor gritando
Poeta vadio
Que num beijo
Prova como é bom amar à meretriz
Com sussurros e poemas de arrepio
Este poema bebe e diz
Poeta vadio
Sambe toró em chafariz
Repita a fio
E seja este Poeta vadio.
domingo, 7 de agosto de 2011
Divida externa
Parem com o consumo!
não se esgotem!
não comam!
não bebam!
não amem!
não consumam!
não fumem!
não escutem!
minha gente, não transem
Não olhem a televisão
Não vivam,
Não enxerguem em vocês monstros
Com dentes grandes e afiados,
Loucos por vísceras e coca-cola.
Não passe a língua nos dedos sujos
Nem espere a migalhas do amor alheio
Embebeda-se com o sumo forte
Sangue fino de suas veias.
Juros inflacionará os corações solitários,
Fará nosso dinheiro suado valer menos
Não teremos mais para limpar nossas bundas
Encher nossos nariz de sonhos
Saciar nossa falta de si mesmos
Prometam ao bispo,
A puta da esquina, que não terão nosso dízimo
Diga ao governo que o produto interno bruto será fumado
E nossos pulmões serão apenas árvores velhas e sem raízes.
Não consumam.
sábado, 30 de julho de 2011
Baião de mim e de dois
Num vão de tempo me fui
Trem cantarolando canções pro futuro
debruçado no sol olhar
Sorrindo tanta paisagem
Mesmo que o vulcão tornar acordar
E minha boca torna-se só amargura
Dei-me a mão
Imergindo corpo na figura
Solidão
Nosso amor composto em tamborim
bom baião de mim.
Trem cantarolando canções pro futuro
debruçado no sol olhar
Sorrindo tanta paisagem
Mesmo que o vulcão tornar acordar
E minha boca torna-se só amargura
Dei-me a mão
Imergindo corpo na figura
Solidão
Nosso amor composto em tamborim
bom baião de mim.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Presente dum poeta
Prum poema se fez um poeta
De trato fino, pena em riste
A cena consequente do nanquim
As palavras diziam: sim...
Os olhos lutando em um “não”
Prum poema fez-se três versos
O primeiro incerto
O segundo seguro
O terceiro: adeus velho mundo...
E do poema se fez teatro
De ato em ato um sorriso
Um falecido e um abraço
Prum poema fez-se palhaço
Que riu do autor
E releu o autor
E desse autuado escritor
Fez-se um poema abstrato
Fernando L.S. Martins
De trato fino, pena em riste
A cena consequente do nanquim
As palavras diziam: sim...
Os olhos lutando em um “não”
Prum poema fez-se três versos
O primeiro incerto
O segundo seguro
O terceiro: adeus velho mundo...
E do poema se fez teatro
De ato em ato um sorriso
Um falecido e um abraço
Prum poema fez-se palhaço
Que riu do autor
E releu o autor
E desse autuado escritor
Fez-se um poema abstrato
Fernando L.S. Martins
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Pra Bê
Não coma seus versos
Expire-os por aí
Como a flor que exala aroma ao ser pisada
Fira-os com seu roçar de palavras
Expire-os por aí
Como a flor que exala aroma ao ser pisada
Fira-os com seu roçar de palavras
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