terça-feira, 16 de novembro de 2010

00:47 a.m.
lágrimas de nuvem

Há um sopro
Lábios de Deus
Em  visceral
mundo Mundano
Violenta as águas que,
 Trafegam no fluido vivo.
O poeta deve se fagiar
Como correnteza que desmancha
Cachoeira
excretar lindo,
ou exímio poema.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

6:07 a.m.
Pérolas no cais da espuma

Nuvens de pegar com as mãos
O anil desbota
Estrela dalva desenha-se no céu
Como pérola adornando colo feminino
Galináceos murmuram novo dia
Manhã debruça no mar
Aguando espumas.

domingo, 14 de novembro de 2010

 7:00 a.m.
Waiting shine of sun

Sonho
De vagar em nuvens
Verbos uivam
Os fios elétricos levam pensamentos
A dança das pernas enérgicas
Fulgas devaneio
Tolo
poeta que levanta sonhando
cravando punhais
Dilacerando deseos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dê de presente poesia

Fui presenteado por volta de um mês com um poema, registro de boas conversas e momentos de reflexão em companhia de um velho-novo amigo Silva. Não poderia deixar de compartilhar um presente tal, já que, hoje em dia é muito difícil ser agraciado por um belo poema.


Bebe
para que possas vomitar
e bebe novamente e sê livre
como não o é
quem enxerga conclusões
serás uma pedra no estômago do mundo
mas bebe tudo num único gole
e quando estiveres pelas calçadas
ou voando com a fumaça louca das chaminés
vomites da forma que lhe aprouver
bebe, bebe, bebe, bebe, bebe
e então vomites
mas antes de tudo
bebe

Silvério Bittencourt

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O dia

Dia se ergue
Trabalhadores tocam amores
Feito tijolos para construção
Logo vem o cimento
Retângulares corpos
Roldanas descem
Sonhos de uma canção de ninar
As batatas se esparramam
As meninas colocam a mão no coração
A música dos motores
As batidas do martelo
Faz balançar fumaça
Bitucas sangram no asfalto
O vento levanta o odor do canos
Esgoto em mentes sãs
As rodas frenéticas
Puta Pastor Fiéis
Vendem a fé
Verdade mentida
Horas cordiais estrangulam mais um dia.

domingo, 5 de setembro de 2010