a minha dor
Já é
avenida
se sambalançou nas pontas
dos pés da mulata
em que teu sorriso
já fez esquina
exatamente ali
minha lágrima de samba
anoiteceu carnaval
a chuva de confete
e o escambau
se desfez nosso laço
nosso mal.
quarta-feira, 27 de julho de 2016
domingo, 10 de julho de 2016
a última é sempre a primeira
estrofe!
Não me venha com verso.
"- Garçom, a saideira!"
os corações redobram carinho
samba de ladeira
na garganta um espinho
Tantos segredos guardam a saideira.
nunca mais!
um poema se faz
pra uma vida inteira
e eu
sigo na paz.
me venha com versos
de coração aberto
"-Garçom, a saideira!"
estrofe!
Não me venha com verso.
"- Garçom, a saideira!"
os corações redobram carinho
samba de ladeira
na garganta um espinho
Tantos segredos guardam a saideira.
nunca mais!
um poema se faz
pra uma vida inteira
e eu
sigo na paz.
me venha com versos
de coração aberto
"-Garçom, a saideira!"
terça-feira, 5 de julho de 2016
com o tempo a beleza se esvai
ficam apenas seu rastro na pele
o padrão é nódoa,
peça do tempo.
com o tempo a palavra se vai
permanecem alguns verbos
o poema é papel embolorado
peça de prateleira.
com o tempo o amor cai
fica alguns verbos,
poucas palavras e o poema
peça do tempo,
beleza é nódoa
da prateleira embolorada.
ficam apenas seu rastro na pele
o padrão é nódoa,
peça do tempo.
com o tempo a palavra se vai
permanecem alguns verbos
o poema é papel embolorado
peça de prateleira.
com o tempo o amor cai
fica alguns verbos,
poucas palavras e o poema
peça do tempo,
beleza é nódoa
da prateleira embolorada.
domingo, 26 de junho de 2016
eu gosto dos teus olhos
amoras
cor da vida
o que há em nós
alento
acanto doutrora.
Persisto em dizer
onde peito transborda
e faz do rio
encontro com mar
enfurece nosso amor
ah... as conchas,
as pedras brincando com a água
os peixes nascendo sol
as correntezas mudando
de lugar.
nosso amor é guerra
de olhar firme
da tua cintura quebrante
coração a batucar
dizendo
falando
mentindo.
meu desejo preta
se é que me entende
como joão gilberto
e jacques morelenbaum
como é bom despertar
quando o céu é
aqui.
amoras
cor da vida
o que há em nós
alento
acanto doutrora.
Persisto em dizer
onde peito transborda
e faz do rio
encontro com mar
enfurece nosso amor
ah... as conchas,
as pedras brincando com a água
os peixes nascendo sol
as correntezas mudando
de lugar.
nosso amor é guerra
de olhar firme
da tua cintura quebrante
coração a batucar
dizendo
falando
mentindo.
meu desejo preta
se é que me entende
como joão gilberto
e jacques morelenbaum
como é bom despertar
quando o céu é
aqui.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
O amor é incivilizável
O amor é
incivilizável,
atemporal.
Traz consigo a desobediência civil,
o paradoxo da
humanidade.
Não existe conceito
delimitação quando o amor acontece.
O amor é verdadeiramente anárquico,
não segue lógica e não racional
deuses são deuses porque não se pensam
já
diria Fernando Pessoa.
O amor é um
louco varrido.
Não faz morada no conceito de vínculo,
nem nos conceitos que
estruturam
nossa civilização e sociedade.
O amor corre fora do discurso
do
texto em que insisto escrever
alcunhar poesia.
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Meu Deus é Samba
há de concordar comigo
que o mistério do samba
e fazer o coração batucar
meu povo bamba
brasil pandeiro
o samba é nossa religião
pagã e crua
unguento,
couro curandeiro
me conduz
meus pés traduz
sua realeza
matriz africana
hoje repique
surdo
tamborim
pandeiro
mora na
palma da mão.
que o mistério do samba
e fazer o coração batucar
meu povo bamba
brasil pandeiro
o samba é nossa religião
pagã e crua
unguento,
couro curandeiro
me conduz
meus pés traduz
sua realeza
matriz africana
hoje repique
surdo
tamborim
pandeiro
mora na
palma da mão.
Assinar:
Postagens (Atom)