o que tens nos olhos
rasos
feito mar
não dizes nada.
ouvi você dizer saudade
silêncio e afeto
naquele vento que odeias
ventilador.
sábado, 16 de abril de 2016
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Guaritando
O poente nas tuas esquinas
Ecoam o verbo amar
Há deuses em tuas espinhas
Guarita, sábio é o mar
Que te ama em silêncio
Em véu maresia
Quando a noite cai.
Ecoam o verbo amar
Há deuses em tuas espinhas
Guarita, sábio é o mar
Que te ama em silêncio
Em véu maresia
Quando a noite cai.
terça-feira, 12 de abril de 2016
morte
o sopro do infinito
o beijo cálido da morte
fazem entender o universo
temos que concordar
quando samba acaba
e subtrai sorriso da mulata
a vida voltar a ser como ela é
cada qual em sua caduca engrenagem
não há o que contestar
a morte é a solução da filosofia
o epitáfio da existência
a religião de nós
amantes descrentes
a morte é um abraço
que a vida necessariamente pede
as mãos do coveiro
o música surda da pá
o cimento frio
o tijolo duro de alma
a morte é
a nossa falta de si
o mar tingido de céu
a onda quebrando por si só
nosso samba canção
que ensaiamos a a vida inteira
para dançar na amplidão.
o beijo cálido da morte
fazem entender o universo
temos que concordar
quando samba acaba
e subtrai sorriso da mulata
a vida voltar a ser como ela é
cada qual em sua caduca engrenagem
não há o que contestar
a morte é a solução da filosofia
o epitáfio da existência
a religião de nós
amantes descrentes
a morte é um abraço
que a vida necessariamente pede
as mãos do coveiro
o música surda da pá
o cimento frio
o tijolo duro de alma
a morte é
a nossa falta de si
o mar tingido de céu
a onda quebrando por si só
nosso samba canção
que ensaiamos a a vida inteira
para dançar na amplidão.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Nós amantes
somos uma máquina de expectativa
O oco da voz da ilusão
um grito surdo na amplidão
Ventos no varal
e os lençóis engravidam
na expectativa de novas direções
esquecem a solidão do prendedor.
- recolha as roupas Luís.
É tempo de amar
Um beijo e a certeza do não
O afago e a impossibilidade do sim
Ai de quem não rasgue o coração.
somos uma máquina de expectativa
O oco da voz da ilusão
um grito surdo na amplidão
Ventos no varal
e os lençóis engravidam
na expectativa de novas direções
esquecem a solidão do prendedor.
- recolha as roupas Luís.
É tempo de amar
Um beijo e a certeza do não
O afago e a impossibilidade do sim
Ai de quem não rasgue o coração.
Notas sobre coração, amor e arte
- O que impulsiona a vida?
- Veja pela lógica Luís, quem impulsiona a vida é o coração. Sua função vital de distribuir vida ao nosso organismo.
- E o amor?
- O amor impulsiona o coração, mas no sentido figurado, me entende?
- Figurado no sentido literal?
- Figurado, figura de linguagem.
- Isso é arte. A arte que impulsiona a vida.
- A vida impulsiona a arte.
- E o coração?
- Ah, há muito segredos sobre ele.
- E o amor?
- O amor impulsiona o coração, mas no sentido figurado, me entende?
- Figurado no sentido literal?
- Figurado, figura de linguagem.
- Isso é arte. A arte que impulsiona a vida.
- A vida impulsiona a arte.
- E o coração?
- Ah, há muito segredos sobre ele.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
vasculho a memória
assim como as nuvens
as silhuetas do céu
a poesia veste
meus passos
o porta retrato imóvel
calado e branco
da estante
abro a porta
abro a torneira
corro.
é preciso parar
de ser
cara e coroa
ter a cara
e peito suficiente
deixar transbordar o mar
ter a coroa
seu brilho fugaz
sabedoria real.
o perfume invade a casa...
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