sábado, 10 de agosto de 2013

acelero e adultério dá em meérda.
escrvo sonetos sinceros e retos
concretos como o sol que lambe a chuva
caduco e demente como o sorriso seu
sei
latente, junto ao peito
que o fole abre e canta um samba
explode

chuva rala expõe
compõe poema
suma melodia
plena
dentre primavera
os dentes rangem gotas d'águas
de amor e arranha-céus
de bocas loucas
frenéticas pistas
distintas poses - poesis
a gramana seca
transborda desejo
e os lábios secos
os lábios do suor.

domingo, 4 de agosto de 2013

angúria

Grito com a angústia
convido-a pra dançar
Vamos angústia pedalar no calçadão
A literatura e a bossa nova
não pregam mais belas histórias de amor
Nem o rock'n roll rompem devaneios
A realidade engendra a fantasia e isso gera ilusão?
Não não Luís,
a fantasia, a luz, o movimentos
as noites que amanhecem
a razão com emoção
a rala e reles humanidade
buscando a perspectiva e fundamento
para viver
Abre-se o clarão da razão
E a reinvenção no amor...
Amor, ligeiramente ridículo
Ligeiramente racional
Como viver sem sofrer?
Como amar sem se dar?
Queria um poema de fórmulas
E sentado na patente
Notebook no colo
desfaço este desarranjo
procurando consolo.
Ah poesia, onde te encondes?
Na métrica?
Na angústia?
na sociedade do espetáculo?
Atrás da minha porta
está o guarda chuva
vou pra rua.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

de tanto trafegar
nas veias a poesia
o poema sai ao roçar de letras
ao rolar lágrimas
nos sonhos acordados
 madrugada
Não há sono
só sonho com tanto
samba na cabeça.
Rompe a manhã
A passarada já faz canção
Sem precisar de muito e nem violão
O mar chama e ressoa o sol

Rabiscos

Poucas vezes disse isso para alguém, principalmente eu, com enfoque artísticos, ou fantasioso como quixotesco, os sentimentos são poucos manipuláveis lambiscos. Não sabemos como lidar com eles. Eu me sinto uma recém nascido quando vivo cada amor.

Teu jeito, teu caráter e toda correnteza nos leva a um ser ainda indescoberto, enigmático. Sei perfeitamente que funcionamos feito espelho. Por isso digo que somos muito semelhantes, espelhos. Iguais. Busco em ti, eus, que embora descoberto, ainda quero saboreá-los mais.

Tenho medo de te levar 'sério', mesmo te levando. O sério que mencionas é o encarar com toda mediocridade humana, facebooks, compromissos familiares e morais.

Faz tempo que eu te encaro como lira do meu cotidiano, tantos desencontros que fizemos encontros, impossível não levar a sério e não possuir a prosa, perpetuar em poemas, poesias, músicas, teatro... Ah se percebesse que em cada fotografia foi sedução, conquista e puro amor, desenhamos cada uma, pouco a pouco, sol a sol.

O espelho pede seriedade quando temos que ser extramente soltos, extrovertidos, para curtir cada momento.
Meu espelho se quebra quando intitulo-me teatral, poético...soa boçal, sou boal. Não tenho músculos definidos, não sou nem um pouco fashion e nem da moda, com carros, funks e perfumes flagrantes. Aliás, meu cabelo não é nada atual.

Por fim, assumo o fim. Terminou nosso amor em contrapartida ao nosso egoismo. Não soube te curtir, tu não soube me apreciar de fato. Fomos misteriosos... Desagradei, descoloquei, desacelerei., os poetas...

'Assim como os cegos podem ver na escuridão, e mesmo que o romance sejam falso como nós, são bonitos, são bonitos...'

 Te amo!