sábado, 22 de janeiro de 2011

Meu samba é torto

Olá seguidores e visitantes,
Com muito prazer anuncio mudanças para 2011.
TorrescomCultura passa a se chamar Samba Torto. Por quê?
Por vários motivos, mas o mais conivente é pelo fato que TorrescomCultura perdeu o foco,tornando-se apenas um blog com perdidos poemas embriagados.
Samba Torto não mudará muito, porém será um pouco mais dinâmico, assumo a autoria e gerenciamento do Blog, que no TorrescomCultura não acontecia.Com isso, acredito que me encontro e me assumo 'um divagador'. Meu samba é torto, sem muita afinação, cantado pela a alma, bem batucado e sincopado.
Portanto, poderá haver repetições de textos com rasuras de guardapanos, contando em que boteco e mesa o fado foi composto. Além de batucar por botequins por aí, opininando e levantando debates, gritarias e celebrações a arte.
Samba Torto chega de mansinho, sem muito alarde, com um samba contido, mas bem ritmado, aberto à discussões de botequim, a brigas de botecos e romances de bar.
Não se esqueça de limpar a boca após deliciar-se com os post e aproveite e rabisque o guardanapo.
Samba e Amor!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

eus

Farol fechado
Olhos abertos
Trânsito entre eus
chuva molha o retrovisor
Os canteiros de bitucas
Decoram o céu
Fumaceiam tarde gris
O sol ainda lambe o asfalto
E eus sopram alma
Pintando insensato perfil
abstrato.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

00:47 a.m.
lágrimas de nuvem

Há um sopro
Lábios de Deus
Em  visceral
mundo Mundano
Violenta as águas que,
 Trafegam no fluido vivo.
O poeta deve se fagiar
Como correnteza que desmancha
Cachoeira
excretar lindo,
ou exímio poema.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

6:07 a.m.
Pérolas no cais da espuma

Nuvens de pegar com as mãos
O anil desbota
Estrela dalva desenha-se no céu
Como pérola adornando colo feminino
Galináceos murmuram novo dia
Manhã debruça no mar
Aguando espumas.

domingo, 14 de novembro de 2010

 7:00 a.m.
Waiting shine of sun

Sonho
De vagar em nuvens
Verbos uivam
Os fios elétricos levam pensamentos
A dança das pernas enérgicas
Fulgas devaneio
Tolo
poeta que levanta sonhando
cravando punhais
Dilacerando deseos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dê de presente poesia

Fui presenteado por volta de um mês com um poema, registro de boas conversas e momentos de reflexão em companhia de um velho-novo amigo Silva. Não poderia deixar de compartilhar um presente tal, já que, hoje em dia é muito difícil ser agraciado por um belo poema.


Bebe
para que possas vomitar
e bebe novamente e sê livre
como não o é
quem enxerga conclusões
serás uma pedra no estômago do mundo
mas bebe tudo num único gole
e quando estiveres pelas calçadas
ou voando com a fumaça louca das chaminés
vomites da forma que lhe aprouver
bebe, bebe, bebe, bebe, bebe
e então vomites
mas antes de tudo
bebe

Silvério Bittencourt