6:07 a.m.
Pérolas no cais da espuma
Nuvens de pegar com as mãos
O anil desbota
Estrela dalva desenha-se no céu
Como pérola adornando colo feminino
Galináceos murmuram novo dia
Manhã debruça no mar
Aguando espumas.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Dê de presente poesia
Fui presenteado por volta de um mês com um poema, registro de boas conversas e momentos de reflexão em companhia de um velho-novo amigo Silva. Não poderia deixar de compartilhar um presente tal, já que, hoje em dia é muito difícil ser agraciado por um belo poema.
Silvério Bittencourt
Bebe
para que possas vomitar
e bebe novamente e sê livre
como não o é
quem enxerga conclusões
serás uma pedra no estômago do mundo
mas bebe tudo num único gole
e quando estiveres pelas calçadas
ou voando com a fumaça louca das chaminés
vomites da forma que lhe aprouver
bebe, bebe, bebe, bebe, bebe
e então vomites
mas antes de tudo
bebe
Silvério Bittencourt
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
O dia
Dia se ergue
Trabalhadores tocam amores
Feito tijolos para construção
Logo vem o cimento
Retângulares corpos
Roldanas descem
Sonhos de uma canção de ninar
As batatas se esparramam
As meninas colocam a mão no coração
A música dos motores
As batidas do martelo
Faz balançar fumaça
Bitucas sangram no asfalto
O vento levanta o odor do canos
Esgoto em mentes sãs
As rodas frenéticas
Puta Pastor Fiéis
Vendem a fé
Verdade mentida
Horas cordiais estrangulam mais um dia.
Trabalhadores tocam amores
Feito tijolos para construção
Logo vem o cimento
Retângulares corpos
Roldanas descem
Sonhos de uma canção de ninar
As batatas se esparramam
As meninas colocam a mão no coração
A música dos motores
As batidas do martelo
Faz balançar fumaça
Bitucas sangram no asfalto
O vento levanta o odor do canos
Esgoto em mentes sãs
As rodas frenéticas
Puta Pastor Fiéis
Vendem a fé
Verdade mentida
Horas cordiais estrangulam mais um dia.
domingo, 5 de setembro de 2010
Poemar
solidão destilado algo forte
Busca apenas um norte
os pés flutuam no canto
lua pratea
salgado amar
Mar aceso
Doce
Sal do mar
Embalam os sonhos
Molham raios
Navegam estribos
Mão no trilhos
Forte algo destilado solidão
Busca apenas um norte
os pés flutuam no canto
lua pratea
salgado amar
Mar aceso
Doce
Sal do mar
Embalam os sonhos
Molham raios
Navegam estribos
Mão no trilhos
Forte algo destilado solidão
amigo do mar.
sopra a maresia
as condolências
pobre soldado
rendido
traído pela dor
traidor pelo amor
plausível ao gozo
dispensável
como castelos
que o mar vem brincar.
as condolências
pobre soldado
rendido
traído pela dor
traidor pelo amor
plausível ao gozo
dispensável
como castelos
que o mar vem brincar.
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