Divago no chá pensamento
Enquanto navego memória
Sumo com as pistas
Torno voyer
Ou apenas velejador
De fato,
- Caro Luís, seu passaporte
está vencendo.
Sempre tem as pegadas
na areia destino
mesmo que o mar sucumba
No fundo
Ele carrega para
junto dele
Direcionando-as
O fim é
a melhor forma do começo
E no fim
Tudo dá certo.
quarta-feira, 13 de março de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Sou Mário de Sá Carneiro
Eu sou eu,
E sou o outro
Sou intermédio
Sol poente do tédio
Que sai de mim para o outro.
domingo, 18 de novembro de 2012
Deus é um caralho grande
Deus é um caralho grande,
Gigante,
que seu gozo escorreu
nas entranhas
do mundo
As trabéculas da terra
o sêmen brotou
a terra sucumbe
Humanidade
Numa maça mordida
O coito do Deus respinga
na face
Tanta lúxuria
Pérolas rolaram aos
Cães faminto
Saboroso saber.
Hoje vejo os pastores
prometendo tirar
os filhos das drogas
A cartomante um novo amor
O padre ainda vende indulgência
E eu prometo
Nesse último cigarro
Parar de beber.
Gigante,
que seu gozo escorreu
nas entranhas
do mundo
As trabéculas da terra
o sêmen brotou
a terra sucumbe
Humanidade
Numa maça mordida
O coito do Deus respinga
na face
Tanta lúxuria
Pérolas rolaram aos
Cães faminto
Saboroso saber.
Hoje vejo os pastores
prometendo tirar
os filhos das drogas
A cartomante um novo amor
O padre ainda vende indulgência
E eu prometo
Nesse último cigarro
Parar de beber.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Poemeto de papel
Feche os olhos
Veja
Teu desejo mais discreto
Escreva
Num bocado de palavras
Ao papel esfomeado
Tire do coração travas
E aí jaz
Peito atribulado.
Veja
Teu desejo mais discreto
Escreva
Num bocado de palavras
Ao papel esfomeado
Tire do coração travas
E aí jaz
Peito atribulado.
sábado, 22 de setembro de 2012
Joice
Acreditei no ditado
O samba está perdido
Te encontrei
Tantos sorrisos tímidos
em que a percussão
fazia o tom
a viola reclamava
enquanto era afinada
a mesa,
ah mesa, cheia de batuques
entre os copos
cheios de cerveja
certezas jogadas foras
boa canção
faziam-se lábios
e a melodia não era mais de
ninar.
Fazia dia
E os passos eram só guiar
As tranças eram pernas
que desenham o azulejo
E me embalava nos seus olhos
Pedia vilmente
mais uma cerveja
Garçonete
das pernas roliças
dum colo pôr do sol.
em que a percussão
fazia o tom
a viola reclamava
enquanto era afinada
a mesa,
ah mesa, cheia de batuques
entre os copos
cheios de cerveja
certezas jogadas foras
boa canção
faziam-se lábios
e a melodia não era mais de
ninar.
Fazia dia
E os passos eram só guiar
As tranças eram pernas
que desenham o azulejo
E me embalava nos seus olhos
Pedia vilmente
mais uma cerveja
Garçonete
das pernas roliças
dum colo pôr do sol.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Quartinho
Calo a boca
Boca fala
A lingua roça
O céu seca
O verbo só quer
Viver
Tanto amor rimando com dor
Tanto sexo chamado saudade
Não há nada contra a natureza
Se o real instinto
Desejo unham a carne
Vaze
Abro o carteado
Há veracidade
nas voltas do mundo
Mas prefiro suas mais belas mentiras
Cheia de rima
Lógico jogral
Sem deixar o ser
Ser.
domingo, 9 de setembro de 2012
Recanto
Entre os
dedos
Desejo
Cigarro nos lábios
Inda canto uma canção
Muda
Desejo
Cigarro nos lábios
Inda canto uma canção
Muda
Dançamos
aquela
O garçom
na sua vontade
Conta
Não conta comigo
Falo e calo
fez sangrar
O cantor segue
Baile
Os saltos batucam
O parquê
A mesma volta
Mesma lua
Nem sempre
Mesmo bolero
Bailando na boca
O ditado é o mesmo
A bunda é a mesma
A oração muda
O samba é torto.
O garçom
na sua vontade
Conta
Não conta comigo
Falo e calo
fez sangrar
O cantor segue
Baile
Os saltos batucam
O parquê
A mesma volta
Mesma lua
Nem sempre
Mesmo bolero
Bailando na boca
O ditado é o mesmo
A bunda é a mesma
A oração muda
O samba é torto.
Assinar:
Postagens (Atom)