quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Sou Mário de Sá Carneiro
Eu sou eu,
E sou o outro
Sou intermédio
Sol poente do tédio
Que sai de mim para o outro.
domingo, 18 de novembro de 2012
Deus é um caralho grande
Deus é um caralho grande,
Gigante,
que seu gozo escorreu
nas entranhas
do mundo
As trabéculas da terra
o sêmen brotou
a terra sucumbe
Humanidade
Numa maça mordida
O coito do Deus respinga
na face
Tanta lúxuria
Pérolas rolaram aos
Cães faminto
Saboroso saber.
Hoje vejo os pastores
prometendo tirar
os filhos das drogas
A cartomante um novo amor
O padre ainda vende indulgência
E eu prometo
Nesse último cigarro
Parar de beber.
Gigante,
que seu gozo escorreu
nas entranhas
do mundo
As trabéculas da terra
o sêmen brotou
a terra sucumbe
Humanidade
Numa maça mordida
O coito do Deus respinga
na face
Tanta lúxuria
Pérolas rolaram aos
Cães faminto
Saboroso saber.
Hoje vejo os pastores
prometendo tirar
os filhos das drogas
A cartomante um novo amor
O padre ainda vende indulgência
E eu prometo
Nesse último cigarro
Parar de beber.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Poemeto de papel
Feche os olhos
Veja
Teu desejo mais discreto
Escreva
Num bocado de palavras
Ao papel esfomeado
Tire do coração travas
E aí jaz
Peito atribulado.
Veja
Teu desejo mais discreto
Escreva
Num bocado de palavras
Ao papel esfomeado
Tire do coração travas
E aí jaz
Peito atribulado.
sábado, 22 de setembro de 2012
Joice
Acreditei no ditado
O samba está perdido
Te encontrei
Tantos sorrisos tímidos
em que a percussão
fazia o tom
a viola reclamava
enquanto era afinada
a mesa,
ah mesa, cheia de batuques
entre os copos
cheios de cerveja
certezas jogadas foras
boa canção
faziam-se lábios
e a melodia não era mais de
ninar.
Fazia dia
E os passos eram só guiar
As tranças eram pernas
que desenham o azulejo
E me embalava nos seus olhos
Pedia vilmente
mais uma cerveja
Garçonete
das pernas roliças
dum colo pôr do sol.
em que a percussão
fazia o tom
a viola reclamava
enquanto era afinada
a mesa,
ah mesa, cheia de batuques
entre os copos
cheios de cerveja
certezas jogadas foras
boa canção
faziam-se lábios
e a melodia não era mais de
ninar.
Fazia dia
E os passos eram só guiar
As tranças eram pernas
que desenham o azulejo
E me embalava nos seus olhos
Pedia vilmente
mais uma cerveja
Garçonete
das pernas roliças
dum colo pôr do sol.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Quartinho
Calo a boca
Boca fala
A lingua roça
O céu seca
O verbo só quer
Viver
Tanto amor rimando com dor
Tanto sexo chamado saudade
Não há nada contra a natureza
Se o real instinto
Desejo unham a carne
Vaze
Abro o carteado
Há veracidade
nas voltas do mundo
Mas prefiro suas mais belas mentiras
Cheia de rima
Lógico jogral
Sem deixar o ser
Ser.
domingo, 9 de setembro de 2012
Recanto
Entre os
dedos
Desejo
Cigarro nos lábios
Inda canto uma canção
Muda
Desejo
Cigarro nos lábios
Inda canto uma canção
Muda
Dançamos
aquela
O garçom
na sua vontade
Conta
Não conta comigo
Falo e calo
fez sangrar
O cantor segue
Baile
Os saltos batucam
O parquê
A mesma volta
Mesma lua
Nem sempre
Mesmo bolero
Bailando na boca
O ditado é o mesmo
A bunda é a mesma
A oração muda
O samba é torto.
O garçom
na sua vontade
Conta
Não conta comigo
Falo e calo
fez sangrar
O cantor segue
Baile
Os saltos batucam
O parquê
A mesma volta
Mesma lua
Nem sempre
Mesmo bolero
Bailando na boca
O ditado é o mesmo
A bunda é a mesma
A oração muda
O samba é torto.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
guardanapo
Amor
Faço amor de guardanapo
Sim
Tentei parar no ato
Porém me divide
Ninguém pouco admite
Fazer amor
No guardanapo
Vento sussurra coisa qualquer
Coisa
Rua afunda
Dentre as praças e;
Desejos cachoeira de lábios
Profetizado
Alá
Fomos
Aonde
Não sei
Fugimos
Prum prazer
Alguns diriam
Sustentável
Num burburim do bar
No desenho do móvel
Ali está
Num cigarro
Beijo e um trago
Ali num regato
Ali num barco
Nos dois sentados
Quase beira mar
Na esquina
Beijo
Dom
Dum escuro
Das cerâmicas
Do pranto
À luz de velas
Assombra
Mentira
Sombra
Descombro
O porto do amor
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