sexta-feira, 17 de agosto de 2012

guardanapo


Amor
Faço amor de guardanapo
Sim
Tentei parar no ato
Porém me divide
Ninguém pouco admite
Fazer amor
No guardanapo

Vento sussurra coisa qualquer
Coisa
Rua afunda
Dentre as praças e;
Desejos cachoeira de lábios
Profetizado
Alá
Fomos
Aonde
Não sei
Fugimos
Prum prazer
Alguns diriam
Sustentável

Num burburim do bar
No desenho do móvel
Ali está
Num cigarro
Beijo e um trago
Ali num regato
Ali num barco
Nos dois sentados
Quase beira mar

Na esquina
Beijo
Dom
Dum escuro
Das cerâmicas
Do pranto
À luz de velas
Assombra
Mentira
Sombra
Descombro
O porto do amor

domingo, 12 de agosto de 2012

Recipiente


Sapiência, geralmente é definida como sabedoria, visto que é a capacidade de um organismo ou entidade para agir segundo um julgamento. Julgamento é uma facilidade mental que constitui-se numa forma particular de inteligência.

Quem é Homo Sapiens Sapiens?

Tu? Vós?

Não há Sapiência.

Somos apenas fluidos.

Pena, compaixão a seres ou entidades que são sempre foram acessíveis a fonte, mas agem humano em demasia e poluem a vertente.

Vejo que é como sina ser insignificante, erramos feio em tentar elevar o espírito.

Atrair e ser atraente é reluzente de que sou e não que aparento Hamlet.
Poucos sabem. Poucos?

O elixir do ignorante é se sentir e não ser.

Meus amigos, meus irmãos e alguém que tenha massa cinzenta: não sejamos recipientes, que é muito fácil, sejamos essência, fogo.

Behaviorismo e Skinner aos lacunados de alma?
Continuarei conjugando o verbo ser então?
Alguém pode me responder
?

Mediocridade e a idiotice são independente de valores materiais. São traços do caráter.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

anda trilhos

Precisam-se de andarilhos
que conheçam o sabor
da estrada
precisam-se de vagabundos
que beije os restos e noite
E deguste o sol
Procuram-se andarilhos
que saibam onde são
as esquinas do mundo
O segredo
Que verte
Da vértice da
Lua
Ou na areia branca.



sábado, 4 de agosto de 2012

choupana

Enquanto as igrejas 
trocam de lugar
Pastores gesticulam 
obscenidades
Prometendo a salvação
Padres abençoam
Falos
Frustrados
As meretrizes trocam
Esquinas
Profetizando céu
suas coxas seios
As putas ficam de coração
Indicam o mar de rendas
Quero caminho
Casa e mais um cigarro
Num dia de névoa e calor
Pleno inverno
arrasando bocas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mariposa


Arrume a sala
Não esqueça da água nas flores
Limpe o espelho
Ainda há marcas do batom
Refletem
Não se perca de você
Não superestime o dinheiro
Ter e ser nunca andarão juntos
Acorde cedo e curta o dia
Continue olhando as estrelas
Trilhando nas constelações
Brincando com a lua
Veja o mar pelo menos uma vez ao dia
Pode conversar
Ele sabe muito de nós
Fotografe, pinte, poetize
Com o púrpura fim da tarde
A nossa velha amiga vênus
Não grite com você
Não escute seus monstros
Se ouça
Não se culpe demais
Fure a onda
Mas não loteie o oceano
As vezes é bom deixar  louça
 juntar um pouco mais
Cozinhe, cante samba
Vá ao cinema
Fume menos
Veja o nascer do sol
Ande descalço na areia
E observe suas pegadas
Escreve na areia molhada
Seu segredo mais íntimo
E deixe que espuma roube de você.
Dance
Solte os cabelos
Ficam lindos despretensiosos
Ame, mas se ame primeiro
A vida é tão curta
Para não nos permitirmos
Por isso voe alto e sem medo
Quando sol contrair
Saiba a hora de voltar.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Garrafa

A garrafa de vinho
do lado da cama
A personagem deitada 
fumando um cigarro
Pensando na vã filosofia
Ocidental.
De fato cada tijolo
Construção da máscara
Foram as pedradas
Levada.







Foto:Ruben Bagatello

mão e luva


Vácuo no peito é que você está sentindo agora
vendo em meio a tantos a 'lembra?'
inútil dizer ou falar o sentir
Justificar o vácuo no peito
algo incluso em sua poesia
vácuo no peito é se sentir amada por alguém que mente
de fato sente mas não é poeta
não sente
o vácuo no peito dói
e a anestesia de um amor inventado pelo
descobrimento da américa é uma farsa
logo verás que o teu velho par
foge a luta
Sempre fugiu.
Podres, com vácuos e lacunas profundas
cicatrizes áridas que uma pobre fiesta
não cumpre o papel
Há uma compaixão
Pena, de fato um vácuo no peito
não é fantasiia
é vazio, que tanto adias sentir
Entre arrastões e ou fingimentos de orgasmo
Pobre, enfadado a sentir o mesmo controle
do que não sentes
não amas, prevê o fim
Podre e pobre a pena de quem faz fingimento
A interpretação e interpelação é melhor.
O vácuo no peito tenta entender todos os filmes
e reescrever todos poemas e o pobre cruel amante
pensa ser.
Pobre pobre pobre
como tu, que em fetiche
reinvennta tal qual e fustra
Vácuo no peito é que fantasia
o amor que verás sente
Numa canalização atribulada
que levará ao verdadeiro luto
negro e sofrido.
Sinto de fato coração bater
alma abrir para um pobre e vazio
mas sempre floresce paz ente nós.
Fora isso é insegurança num mundo que desejas
e que é só seu.
Um pena.... Galinha ou pavão,
é o peso que tens
além do vácuo no peito.
Água ou simplesmente fluido
não minta a si, sinta
que foi falho
falho e pouco lúcido
mas também se vanglorie
a sempre uma água para um fustrado cantil
Os arcos mais implícitos
Em que quis demonstrar e que preservamos até então
foram postos em constução
de fato são lindos
sua assinatura é bárbara
poderia ser melhor se de fato fosse em primeira pessoa
e não escondida em segundos nomes ou vontades.
Ah, combinações
Prestações senxuais em mastros
em que tentas justificar
Ouvirão dizer dizer que sim
Mas o silêncio sopressai
em tuas ventas que pensas ser ganhas
pelo fogo eterno ainda hão de queimá-lo
assim como eu,
como quem não quer nada perguntará
a razão de um fim de semana qualquer.
O filme, a poesia, o drink e a filosofia barata
serão baratas e quem
você tem nojo.
Covardia.
Expurgo então
qualquer forma de libertação sagregadas
e partimos daí
uma subjeção má entendida pór ti
talvez o tirocínio da convicção da medicriodade
irá tirar seu sono.
Em seu lugar estará o que deveras e senta
E não chegaremos então.