domingo, 10 de junho de 2012

Corpo é cura



























O corpo é cura
O corpo é poesia
O corpo é loucura
O corpo é alegria
O corpo é samba
Gingado e melodia
O corpo é vestido
Que dança no varal
O corpo é momento
O corpo é lamento
O corpo é descanso
E deita quem eu amo
O corpo é força
O corpo é passo
Que nos une
O corpo é solitude
Que nos torna pleno
O corpo é  silencio
Que pulsa
O corpo é cura.

sábado, 2 de junho de 2012

Janelas



Amor abra a janela

solte a fera dos olhos


A ingenuidadeda ilusão óptica

Entre os pontos a linha o raio 

Há uma íris noturna

Partida


Sua finalidade subta

Subtrai a verocidade 

O esvair do tempo


Amor só abra a janela

para soltar sua fera.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Pronomes


Pronomes

Dono de tudo é apelido
É meu umbigo
E logo a ela
 insisto dizer
é meu
Sendo seu
É Teu?
Ruma a ela
Amor plebeu
E eu
sou ele
Que sempre diz:
‘Amor pode adormecer breu
Mas quem disse que morreu?’
Em conclusão
Seremos eu e ela
 Foliões
Minha Colombina
Seu Alerquim
Alguns condões
Ficaremos assim
 alecrim.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ver-me


O traço, o cansaço,
o desprezo, o erro e
mais um passo,
atrás, de trás, atrasa,
atravessa
o traço da trilha,
e o caminho?
No chão carmin
Onde orvalho nascente
Pés já fazem parte do barro
Sinto-me preso a alguma estória
(história?)
Não sei.
Contaram-me  - coisas de cigana -
Que minha carne é de carnaval
Que meu coração é igual
Respondo irresponsavelmente ser
Lua.
Já é vespertino
O céu desdobra vermelho
‘Como o caramelo nos lábios
De uma deusa louca’
Meu sangue pulsa
Faz desistir
Um limite
imaginário que volta e meia
surripia meu ar
'-Nos condicionamos em esteriotipar as pessoas. Não sabemos quem elas realmente são,mas as rotulamos no que mais nos convém.'
Alguma poesia tóxica 
Que me fermentou tal ideia
Minha poesia é pura esquizofrenia,
conjuga o verbo na melodia.
Minha alma anda nas esquinas e avenidas.
Divergem-se mar.
Eu sou é maresia.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

short message service


(In)felizmente não sabes o que tu queres
Para tudo tem seu lado positivo e negativo
Conheço suas crenças
Mas não sei o que tu desejas
(acredito que nem tu saiba)
Entrego os pontos
Não sou de ficar a esperar
Vendo a banda passar cantando
Coisas de amor
Qualquer ajuda e que estiver
Em meus domínios
Estou a disposição
Agora meus sentimentos não estão
À varejo
Boa noite linda.


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Corpo a Corpo

Corpo a Corpo

Corpos no chão
Agonizando desejo
Corpos pedindo
Partido em leitos
Suplicando piedade
Pedem fria beleza
Corpos esboçam danças
Pedem tormento na alma
Bailam eufóricos
Corpos traçados ao meio
Imploram à genética
Perfeição
Artelhos beliscam
Cadáver jazido
Franco carente
Corpos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

novos-sóis para novos sambas

Dei um tempo para o Samba Torto respirar novas inspirações, caminhos e sensações.
 Bem sabem que o ano encaminha-se para o final e quantas coisas aconteceram em 2011.
Quantas pessoas, sabores e canções fizemos em esquinas. Tantos choros olhando para lua. Canalizei então as melhores energias com o cata-vento poético, para uma nova safra textual e artística.
Para você bamba, frequentador do botequim, sente-se que aí vem mais uma história de guardanapo:



Fração

Num instantes. 
Quase nada 
Foi num sorriso, num preciso amor. 
Quase nada. 


Respirou fundo. Num gesto justo fitou, vetou, velou Levou-me longe.