sábado, 30 de julho de 2011

Baião de mim e de dois

Num vão de tempo me fui
Trem cantarolando canções pro futuro
debruçado no sol olhar
Sorrindo  tanta paisagem
Mesmo que o vulcão tornar acordar
E minha boca torna-se só amargura
Dei-me a mão
Imergindo corpo na figura
Solidão
Nosso amor composto em tamborim
bom baião de mim.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Presente dum poeta

Prum poema se fez um poeta 
De trato fino, pena em riste
A cena consequente do nanquim 
As palavras diziam: sim... 
Os olhos lutando em um “não” 
Prum poema fez-se três versos 
O primeiro incerto 
O segundo seguro 
O terceiro: adeus velho mundo... 
E do poema se fez teatro 
De ato em ato um sorriso 
Um falecido e um abraço 
Prum poema fez-se palhaço 
Que riu do autor 
E releu o autor 
E desse autuado escritor
Fez-se um poema abstrato


Fernando L.S. Martins

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pra Bê

Não coma seus versos
Expire-os por aí
Como a flor que exala aroma ao ser pisada
Fira-os com seu roçar de palavras

domingo, 19 de junho de 2011

Estorvo

'Estorvo'...Somente isto que dizia na capa do livro que achei entre inúmeras coisas que estavam mergulhado no mar do esquecimento na garagem de minha avó.
Abri afoito o livro, me sentia tal o título, seria uma manual de sobrevivência?
E lá estava ele na primeira página: Chico Buarque. Foi assim que fomos apresentados. Não existiria momento melhor.
O Bob Dylan brasileiro, para os mais estadounidenses, ou Che Guevara brasileiro para os mais comunistas. Não importa, Chico Buarque escreveu/musicou e teatrou boa parte da nossa história.





'Mendigo, malandro, muleque, mulambo bem ou mal
Escravo fugido, um louco varrido
Poeta, palhaço, pirata, corisco, errante judeu'


Chico da construção
Chico do samba torto
Chico da Ópera
Chico dos mil perdões
Chico das mulheres de atenas
Chico das atrizes
Chico dos amores
Chico do Brasil

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Parênteses

Abra parênteses e pensas como a vida é cheia de encontros, agora pode fechar parênteses. 
Fotografo por hobby algum tempo e conversando com amigo-poeta Fernando Lucas, fiz permanente uma participação no seu BLOG, mostrando a óptica poética. Sendo assim, deliciei-me de um poema de Fernando e tive uma visão, uma reação ilusionista de 2008, na frente de seu apartamento. Abaixo Poema e Foto do passado-presente e futura visão.




Odioso poema de amor
Fernando L.S. Martins

Eu amei somente uma vez
Quando não existia ontem
E o amanhã era um número nulo
Amei quando chovia nossos corpos
E todo o mundo era lágrima
Da alegria a tristeza
Nosso abraço de outono
Que não pulou estações
Não planejou reencontro
Nosso carpem diem
E minha vida foi um sorriso teu
Tão somente meu
Que não importava o vento cálido
A nuvem escura
Era um afago no peito
Tao feito de alma
Suavemente perfeito
Eram dois corpos num
Laço de braços
Eu amei somente uma vez
E quando a noite apareceu
Cobrindo o céu escuro
Fez tremer meu medo
Já não era mais hoje
E tão pouco se podia o ontem
O amanhã era agora
E o que outrora sentia
Fez fino a ponta do tinteiro
Tão certo do erro
Certo de que foi-se o amor verdadeiro

domingo, 22 de maio de 2011

Poemetos #2

 Mais um poemeto da incrível Twitterland.

'tua boca floresce em meu pescoço
cria raízes em minha nuca
dá frutos em mim'

 via @lgmoulin