segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A chuva cai melodia
memória salpica,
Lá se vai mais um dia.
{ 4 de Junho 17}
No cafundó do peito
Pulsava uma lagoa
Água de lamento
De um amor derradeiro

Da vida sem cor,
Ocarapoty fez aquarela
Da sua dor
Pintou essa lagoa bela.

A lagoa do violão
Faz a gente pensar,
Por que não transformar
A tristeza em beleza ou alegria?
Bora fazer poesia!

{fim do dia 28 de Junho de 2017}
A tarde arde despacito
E no fundo, todo o mundo 
Quer ser passarinho.

{pôr do sol no consultório - 27 de Julho}
Está nas nossas linhas tortas
na pobre programação
do feed de notícias
está aqui.

Aqui,
Já,
No agora
A libertação das lamúrias
de outrora

Atenda atenta
O amor está chamando teu nome
Entenda.

No monólogo movimento cibernético,
O mar inflama nossa hora,
Não demora.

{em algum luar numa noite quente de Janeiro de 2017}

domingo, 3 de setembro de 2017

Soneto-samba Coração no Abelheiro

Vivemos na corda bamba
nosso amor se faz alcoviteiro,
de juras e tramas
somos bons parceiros

Mas é só raiar sexta feira
O samba nos joga pra escanteio,
Confiar em nosso amor
É colocar o coração no abelheiro.

sempre soou alheio,
somos dois, somos muitos
dançando no aguaceiro.

e é na segunda-feira
surge nosso sorriso sorrateiro,
a alma não mente nem pro espelho.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Bem,
Sementinha de nós
Veio na estrela cadente
numa noite de luar.

Bem,
De cara já fizesse carnaval
da nossa caretice
Coisa de adulto banal

Bem,
Cante o poema da nossa história
que nossos passos errantes
insistem em desatar.

Bem
Sorria largo feito o pai
Sambe feito a mãe


Vem,
Já sabemos o quanto nos faz
Bem.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

cobalto

O mar que trazes nos olhos
detonam em sobressalto
as pedras que tentam esconder
(por medo ou por bobagem?)
segredo da tuas praias.

Se desfaz o recorte
o mapa astral
do samba e do rock
diferença banal.

Vamos escalar o céu da prainha
tatuar vênus em escorpião
descobrir as constelações
nas nuvens de algodão.

a imensidão dos olhos cobalto
é poesia das ondas que arrebentam
o azul do teu mar incauto.