quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Quartinho
Calo a boca
Boca fala
A lingua roça
O céu seca
O verbo só quer
Viver
Tanto amor rimando com dor
Tanto sexo chamado saudade
Não há nada contra a natureza
Se o real instinto
Desejo unham a carne
Vaze
Abro o carteado
Há veracidade
nas voltas do mundo
Mas prefiro suas mais belas mentiras
Cheia de rima
Lógico jogral
Sem deixar o ser
Ser.
domingo, 9 de setembro de 2012
Recanto
Entre os
dedos
Desejo
Cigarro nos lábios
Inda canto uma canção
Muda
Desejo
Cigarro nos lábios
Inda canto uma canção
Muda
Dançamos
aquela
O garçom
na sua vontade
Conta
Não conta comigo
Falo e calo
fez sangrar
O cantor segue
Baile
Os saltos batucam
O parquê
A mesma volta
Mesma lua
Nem sempre
Mesmo bolero
Bailando na boca
O ditado é o mesmo
A bunda é a mesma
A oração muda
O samba é torto.
O garçom
na sua vontade
Conta
Não conta comigo
Falo e calo
fez sangrar
O cantor segue
Baile
Os saltos batucam
O parquê
A mesma volta
Mesma lua
Nem sempre
Mesmo bolero
Bailando na boca
O ditado é o mesmo
A bunda é a mesma
A oração muda
O samba é torto.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
guardanapo
Amor
Faço amor de guardanapo
Sim
Tentei parar no ato
Porém me divide
Ninguém pouco admite
Fazer amor
No guardanapo
Vento sussurra coisa qualquer
Coisa
Rua afunda
Dentre as praças e;
Desejos cachoeira de lábios
Profetizado
Alá
Fomos
Aonde
Não sei
Fugimos
Prum prazer
Alguns diriam
Sustentável
Num burburim do bar
No desenho do móvel
Ali está
Num cigarro
Beijo e um trago
Ali num regato
Ali num barco
Nos dois sentados
Quase beira mar
Na esquina
Beijo
Dom
Dum escuro
Das cerâmicas
Do pranto
À luz de velas
Assombra
Mentira
Sombra
Descombro
O porto do amor
domingo, 12 de agosto de 2012
Recipiente
Sapiência, geralmente é definida como sabedoria, visto que é a capacidade de um organismo ou entidade para agir segundo um julgamento. Julgamento é uma facilidade mental que constitui-se numa forma particular de inteligência.
Quem é Homo Sapiens Sapiens?
Tu? Vós?
Não há Sapiência.
Somos apenas fluidos.
Pena, compaixão a seres ou entidades que são sempre foram acessíveis a fonte, mas agem humano em demasia e poluem a vertente.
Vejo que é como sina ser insignificante, erramos feio em tentar elevar o espírito.
Atrair e ser atraente é reluzente de que sou e não que aparento Hamlet.
Poucos sabem. Poucos?
O elixir do ignorante é se sentir e não ser.
Meus amigos, meus irmãos e alguém que tenha massa cinzenta: não sejamos recipientes, que é muito fácil, sejamos essência, fogo.
Behaviorismo e Skinner aos lacunados de alma?
Continuarei conjugando o verbo ser então?
Alguém pode me responder
?
Mediocridade e a idiotice são independente de valores materiais. São traços do caráter.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
anda trilhos
Precisam-se de andarilhos
que conheçam o sabor
da estrada
precisam-se de vagabundos
que beije os restos e noite
E deguste o sol
Procuram-se andarilhos
que saibam onde são
as esquinas do mundo
O segredo
Que verte
Da vértice da
Lua
Ou na areia branca.
que conheçam o sabor
da estrada
precisam-se de vagabundos
que beije os restos e noite
E deguste o sol
Procuram-se andarilhos
que saibam onde são
as esquinas do mundo
O segredo
Que verte
Da vértice da
Lua
Ou na areia branca.
sábado, 4 de agosto de 2012
choupana
Enquanto as igrejas
trocam de lugar
Pastores gesticulam
obscenidades
Prometendo a salvação
trocam de lugar
Pastores gesticulam
obscenidades
Prometendo a salvação
Padres abençoam
Falos
Frustrados
As meretrizes trocam
Esquinas
Profetizando céu
suas coxas seios
As putas ficam de coração
Indicam o mar de rendas
Quero caminho
Casa e mais um cigarro
Num dia de névoa e calor
Pleno inverno
arrasando bocas.
Falos
Frustrados
As meretrizes trocam
Esquinas
Profetizando céu
suas coxas seios
As putas ficam de coração
Indicam o mar de rendas
Quero caminho
Casa e mais um cigarro
Num dia de névoa e calor
Pleno inverno
arrasando bocas.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Mariposa
Arrume a
sala
Não esqueça
da água nas flores
Limpe o
espelho
Ainda há
marcas do batom
Refletem
Não se perca
de você
Não
superestime o dinheiro
Ter e ser
nunca andarão juntos
Acorde cedo
e curta o dia
Continue
olhando as estrelas
Trilhando
nas constelações
Brincando
com a lua
Veja o mar
pelo menos uma vez ao dia
Pode conversar
Ele sabe
muito de nós
Fotografe,
pinte, poetize
Com o
púrpura fim da tarde
A nossa
velha amiga vênus
Não grite
com você
Não escute seus
monstros
Se ouça
Não se culpe
demais
Fure a onda
Mas não
loteie o oceano
As vezes é
bom deixar louça
juntar um pouco mais
Cozinhe,
cante samba
Vá ao cinema
Fume menos
Veja o
nascer do sol
Ande
descalço na areia
E observe
suas pegadas
Escreve na
areia molhada
Seu segredo
mais íntimo
E deixe que espuma
roube de você.
Dance
Solte os
cabelos
Ficam lindos
despretensiosos
Ame, mas se
ame primeiro
A vida é tão
curta
Para não nos
permitirmos
Por isso voe
alto e sem medo
Quando sol contrair
Saiba a hora de voltar.
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