A casa
Os saltos
as saias
Saída
nem tudo são
que parece ser
A fila
A arquitetura
Um segredo
Um lógica Picasso
Ingresso
Porta dentro
Camarotes
Combos
Absolute
Absolutamente
Sorrio e aceno
Num puro Lewis Carroll
Vejo tantas
Anäis Nin
Projeta e refere
Não sente a quão
Efemeridade da dor
Se é que tem
O duto do tempo
Fluente correnteza
Como a tempestade
Copo de vodca com gelo
Plenamente saborosa
Mas não liberta nem deixa fluir
A lua e as marés
O Lounge
As saias
Saída
Onde é a entrada?
Violões
Tantos veludos
dizendo
Vozes
Monges
Pedindo trocados
Pouca atenção
cinquenta centavos
Olhada no carro
Ah, o tempo não perdoa
A sedução
Ambulante mostrando conteúdo
Musical
As meretrizes, moças, donzelas
Um cigarro canto de boca
e um pedalar Henry Miller
Mostram o samba
da Cidade Baixa.
domingo, 15 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
duas velas, quatro mãos, um veleiro fiam o mar..
Baile de teias
um desfiar de uma teia
sutilmente
que balança
e dança com o que não quer ser
nas tuas mãos
é confiar
e deixar ser navegado
vi movimentos de maestro
de criança
num barco que
se mexe
mas não se entrega
nega
o olhar cruzado
é o baile de velas
que no seu ventre
faz inflar
imitando a vida
explodindo o destino
O fiar, o vento, a proa
Terra à vista
avisa novo caminhar...
de deixar ali quietinho coração
emaranhado na voz doce
da canção.
No mastro e navegação Renata Guadagnin
Fábulas
Sempre foge acolá
As palavras dançam no papel
Tantas transpirações
Poemas acrobáticos
Insinuações ou apenas
apelo sexual
Não sei
As palavras fazem
(seu papel)
Criam os sulcos
No encéfalo só para
Caber no cálice de ossos
Atlás e Axis sabem
O quão pesado são as palavras.
A caneta morde o papel
Desrepeita o pobre amontoado de celulose
As curvas em alta velocidade
Tatuam esferas esferográficas
Esses dias teve acidente
O caso em si
A caneta colidiu no papel
Sem meias palavras
Sangrando-o
Não teve nenhuma vítima fatal
Além do poeta
Boquiaberto
Com a metáfora
que dentro fugiu
Mil folhas
Perdido entre prateleiras de um
Sebo qualquer.
domingo, 10 de junho de 2012
Corpo é cura
O corpo é
poesia
O corpo é
loucura
O corpo é
alegria
O corpo é
samba
Gingado e melodia
O corpo é
vestido
Que dança no
varal
O corpo é
momento
O corpo é
lamento
O corpo é
descanso
E deita quem
eu amo
O corpo é
força
O corpo é
passo
Que nos une
O corpo é
solitude
Que nos
torna pleno
O corpo
é silencio
Que pulsa
O corpo é
cura.
sábado, 2 de junho de 2012
Janelas
quinta-feira, 8 de março de 2012
Pronomes
Pronomes
Dono de tudo é apelido
É meu umbigo
E logo a ela
insisto dizer
é meu
Sendo seu
É Teu?
Ruma a ela
Amor plebeu
E eu
sou ele
Que sempre diz:
‘Amor pode adormecer breu
Mas quem disse que morreu?’
Em conclusão
Seremos eu e ela
Foliões
Minha Colombina
Seu Alerquim
Alguns condões
Ficaremos assim
alecrim.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Ver-me
O traço, o cansaço,
o desprezo, o erro e
mais um passo,
atrás, de trás, atrasa,
atravessa
o traço da trilha,
e o caminho?
No chão carmin
Onde orvalho nascente
Pés já fazem parte do barro
Sinto-me preso a alguma estória
(história?)
Não sei.
Contaram-me - coisas de cigana -
Que minha carne é de carnaval
Que meu coração é igual
Respondo irresponsavelmente ser
Lua.
Já é vespertino
Contaram-me - coisas de cigana -
Que minha carne é de carnaval
Que meu coração é igual
Respondo irresponsavelmente ser
Lua.
Já é vespertino
O céu desdobra vermelho
‘Como o caramelo nos lábios
De uma deusa louca’
Meu sangue pulsa
Faz desistir
Um limite
imaginário que volta e meia
surripia meu ar
'-Nos condicionamos em esteriotipar as pessoas. Não sabemos
quem elas realmente são,mas as rotulamos no que mais nos convém.'
Alguma poesia tóxica
Que me fermentou tal ideia
Minha poesia é pura esquizofrenia,
conjuga o verbo na melodia.
Minha alma anda nas esquinas e avenidas.
Divergem-se mar.
Eu sou é maresia.
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