terça-feira, 10 de julho de 2012

duas velas, quatro mãos, um veleiro fiam o mar..



Baile de teias
um desfiar de uma teia
sutilmente
que balança 
e dança com o que não quer ser 
nas tuas mãos
é confiar
e deixar ser navegado
vi movimentos de maestro
de criança
num barco que
se mexe
mas não se entrega
nega
o olhar cruzado
é o baile de velas
que no seu ventre
faz inflar
imitando a vida
explodindo o destino
O fiar, o vento, a proa
Terra à vista
avisa novo caminhar...
de deixar ali quietinho coração
emaranhado na voz doce
da canção.



No mastro e navegação Renata Guadagnin


Fábulas


Sempre foge acolá
As palavras dançam no papel
Tantas transpirações
Poemas acrobáticos
Insinuações ou apenas
apelo sexual
Não sei
As palavras fazem
(seu papel)
Criam os sulcos
No encéfalo só para
Caber no cálice de ossos
Atlás e Axis sabem
O quão pesado são as palavras.
A caneta morde o papel
Desrepeita o pobre amontoado de celulose
As curvas em alta velocidade
Tatuam esferas esferográficas
Esses dias teve acidente
O caso em si
A caneta colidiu no papel
Sem meias palavras
Sangrando-o
Não teve nenhuma vítima fatal
Além do poeta
Boquiaberto
Com a metáfora
que dentro fugiu
Mil folhas
Perdido entre prateleiras de um
Sebo qualquer.

domingo, 10 de junho de 2012

Corpo é cura



























O corpo é cura
O corpo é poesia
O corpo é loucura
O corpo é alegria
O corpo é samba
Gingado e melodia
O corpo é vestido
Que dança no varal
O corpo é momento
O corpo é lamento
O corpo é descanso
E deita quem eu amo
O corpo é força
O corpo é passo
Que nos une
O corpo é solitude
Que nos torna pleno
O corpo é  silencio
Que pulsa
O corpo é cura.

sábado, 2 de junho de 2012

Janelas



Amor abra a janela

solte a fera dos olhos


A ingenuidadeda ilusão óptica

Entre os pontos a linha o raio 

Há uma íris noturna

Partida


Sua finalidade subta

Subtrai a verocidade 

O esvair do tempo


Amor só abra a janela

para soltar sua fera.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Pronomes


Pronomes

Dono de tudo é apelido
É meu umbigo
E logo a ela
 insisto dizer
é meu
Sendo seu
É Teu?
Ruma a ela
Amor plebeu
E eu
sou ele
Que sempre diz:
‘Amor pode adormecer breu
Mas quem disse que morreu?’
Em conclusão
Seremos eu e ela
 Foliões
Minha Colombina
Seu Alerquim
Alguns condões
Ficaremos assim
 alecrim.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ver-me


O traço, o cansaço,
o desprezo, o erro e
mais um passo,
atrás, de trás, atrasa,
atravessa
o traço da trilha,
e o caminho?
No chão carmin
Onde orvalho nascente
Pés já fazem parte do barro
Sinto-me preso a alguma estória
(história?)
Não sei.
Contaram-me  - coisas de cigana -
Que minha carne é de carnaval
Que meu coração é igual
Respondo irresponsavelmente ser
Lua.
Já é vespertino
O céu desdobra vermelho
‘Como o caramelo nos lábios
De uma deusa louca’
Meu sangue pulsa
Faz desistir
Um limite
imaginário que volta e meia
surripia meu ar
'-Nos condicionamos em esteriotipar as pessoas. Não sabemos quem elas realmente são,mas as rotulamos no que mais nos convém.'
Alguma poesia tóxica 
Que me fermentou tal ideia
Minha poesia é pura esquizofrenia,
conjuga o verbo na melodia.
Minha alma anda nas esquinas e avenidas.
Divergem-se mar.
Eu sou é maresia.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

short message service


(In)felizmente não sabes o que tu queres
Para tudo tem seu lado positivo e negativo
Conheço suas crenças
Mas não sei o que tu desejas
(acredito que nem tu saiba)
Entrego os pontos
Não sou de ficar a esperar
Vendo a banda passar cantando
Coisas de amor
Qualquer ajuda e que estiver
Em meus domínios
Estou a disposição
Agora meus sentimentos não estão
À varejo
Boa noite linda.